Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Atitudes de faroeste

15.02.14, Alice Alfazema

 

Nesta realidade dual, que é a virtual e a real, existe uma dinâmica que não compreendo: a crítica gratuita e destrutiva. Desde sempre que a conheço, mas à medida que o tempo avança para mim, tenho cada vez menos paciência para ouvir vómitos de frustrações. Aqui nesta zona virtual é frequente vermos comentários deste género, que têm como fundamentação a honestidade do próprio, o que duvido. Para mim honestidade, frontalidade ou lá o que lhe quiserem chamar não coexiste com a prepotência a arrogância ou a malvadez. Aqui, na zona virtual, podemo-nos desligar de tudo isto ignorando, apesar de nunca o fazermos completamente, pois estão envolvidos sentimentos. Contudo quando esta situação é real e vivida no dia-a-dia poder-se-á tornar insuportável, movendo-se como um objecto castrador de ideias e sentimentos. Quando esta situação se transporta para o ambiente de trabalho é, então, fragmentária da solidariedade entre colegas, o que origina atitudes que parecem vindas de um filme de faroeste, são disparadas balas invisíveis, muitas delas pelas costas, mas também algumas pela testa, bem no meio, para não haver engano, depois vêm as razões. Essas dadas como atitudes de frontalidade, baseadas no conceito de honestidade, mas enjoa tanta honestidade e frontalidade, para mim bastava-me a diplomacia.

 

Alice Alfazema