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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Assassínio

21.09.16, Alice Alfazema

 

Entre Setúbal e Palmela existe uma localidade que se chama Volta da Pedra, nessa localidade, há um cruzamento e aí nesse cruzamento de estradas, há um majestoso cedro ( não sei bem se será este o nome, mas é como uma árvore de Natal gigante) que a olho nu deduzo que terá mais de cem anos, e muitos metros de altura. As suas asas verdes magnificas erguem-se para o céu como uma prece a quem passa e lhe diz bom-dia! 

 

Hoje de manhã o sol acariciou-lhe cada ramo. Estava magnifica, elegante e altiva.

 

Hoje começa o Outono, hoje é o dia mundial da doença de Alzheimer, hoje é o dia internacional da Paz, hoje é o dia mundial da gratidão, hoje é o dia em que esta árvore morreu, foi assassinada.

 

Esta árvore morreu hoje para dar lugar a mais um supermercado, Aldi de seu nome, os inteligentes que fizerem o projecto, e os inteligentes que o aprovaram não foram capazes de integrar esta lindíssima árvore naquilo que projectaram e aprovaram, é mais um supermercado, mais uns empregos precários, talvez mais uma rotunda, aquela era uma árvore única. Foi uma morte prematura, uma perda para o ambiente e para o olhar de quem passa. E mais uma manifestação da ignorância de quem pode e nada faz. Estou triste.

 

 

Alice Alfazema

 

 

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