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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

As novas formas de escravatura

06.05.21, Alice Alfazema

Vivemos num mundo em constante mudança, cada vez mais insistimos nos ritmos alucinantes, sabemos que em muitas áreas da nossa vida pessoal e profissional as tecnologias vieram facilitar o nosso quotidiano, no entanto à mistura trouxeram novas formas de escravatura, tudo é facilitado tanto para o bem como para o mal. 

Todos os dias milhões de pessoas são vítimas de escravatura, tráfico humano, exploração para pagamentos de dividas, servidão, tráfico infantil, sejam homens ou mulheres, basta estarem em situação vulnerável para serem aliciadas de forma fácil.

A escravatura moderna é comum, está presente no nosso dia a dia, para isso basta pensarmos a que preço compramos os produtos que usamos para nosso prazer, podemos também incluir neles os bens alimentares. Uma simples promoção, ou preços baixos, podem significar que aquele produto foi produzido sem as justas condições laborais e de pagamento de um salário digno. Assim, o que nos parece como sendo uma coisa boa, tem um outro lado que importa pensar. A cultura do imediato, impede-nos de relacionarmos os factos. Os quais temos noção de que existem, mas tratamo-los como se fossem de um outro mundo. 

Sabemos que, nestes mundos paralelos, nas economias rurais e informais, nas empresas e cadeias de abastecimento globais, nos países em crise e em situação de fragilidade, negam aos trabalhadores os seus direitos humanos básicos no trabalho, poderíamos pensar que é lá longe, e é, mas também é no Alentejo. E dói. Dói ver como estas pessoas - apesar de tudo - ainda se sentem felizes por terem uma vida assim. 

 

 

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