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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Aguarela

28.08.21, Alice Alfazema

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Tenho para mim que pintar em aguarela é pintura de Verão e de dias com calor, talvez pela técnica, cuja essência está relacionada com a água e o tempo de secagem, sei lá, faz-me lembrar sempre os dias preguiçosos, gelados e refrescos.

Transmite-me a vivacidade com que vivemos os momentos únicos da vida: o amor, o nascimento de um filho, um abraço sentido, a família, as férias, os jantares com amigos, as risadas de ficar a doer a barriga, coisas boas que por vezes ficam esbatidas pelo tempo, às vezes pelas lágrimas, como quem junta água à tinta levando o pincel ao papel, a mistura da tinta com a água que pode resultar em cores inesperadas.

A aguarela parece-me de uma simplicidade arrebatadora de sentidos,  não há cor branca, porque branca é a base do papel, assim quando a pincelada encontra o papel e a cor é aí colocada, não mais é possível corrigir o que foi feito. Por isso, a aguarela é um trabalho de execução rápida, como rápida é a vida, apesar de por vezes não o parecer, assim  o acabamento definitivo só depende do tempo e da secagem da água. Tal como nós, que somos essencialmente água. Somos aguarela. 

 

A ilustração é de Blanca Álvarez, podem ver mais aqui, e quem sabe até se iniciarem num curso. Aventurem-se. 

 

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