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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Advento 2021

Dia 27

24
Dez21

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Fotografia Kris Tynski

E estamos assim já na véspera de Natal, quase no final deste advento, como sempre o tempo corre e nem damos por isso, umas vezes parece-nos veloz outras lento, o certo é que é um dos bens mais preciosos que temos, também ele um nosso aliado, que nos faz amainar tudo aquilo que nos possa ter feito sofrer, aos poucos lembrar-nos-emos apenas daquilo que importa, e há medida em que temos mais tempo nos ossos as nossas escolhas são feitas em função disso: o que importa, o que nos faz bem, as boas pessoas. 

Dizemos que são tempos de resiliência, tempos para esquecer, no entanto um tempo em que envolve competências para a resiliência não é um tempo para ser esquecido, é um tempo para festejar, porque fomos capazes, porque nos adaptámos, porque transformámos as nossas vidas ultrapassando barreiras emocionais, porque partilhamos os nossos medos e as nossas angústias, é um tempo sem vencidos, é um tempo liso, fresco, e de liberdade em que sem querer nos pusemos à prova. Talvez o maior sucesso, seja aquele de não dar por aquilo que se passa e depois sentir que afinal tudo é possível.

Quero desejar-vos, a todos os que passam por aqui,  um Feliz Natal,  quero também agradecer as vossas palavras, e dizer-vos que nada é permanente por isso para mim a melhor prenda será sempre o Presente. Obrigada por estarem Presente. 

 

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