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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A luz que ilumina a nossa sociedade

10.12.18, Alice Alfazema

 

Ilustração May Ann Licudine

 

 

É Dezembro, está sol e estão duas mulheres à minha frente, ainda não têm quarenta anos, o filho de uma tem doze anos, a filha da outra dez. Falam dos jogos eletrónicos que os filhos jogam. Eu oiço. Enquanto bebo o meu café observo como falam e como riem. Estão descontraídas. "Eles divertem-se com aquilo, falam online e têm nomes de código", diz uma, "sim, ontem a minha estava chateada, porque não conseguiu acabar o jogo, mas disse-me "mãe ainda consegui matar três pessoas". 

 

E eu fiquei ali a pensar, matar pessoas passou a ser um divertimento, mesmo que seja apenas um jogo, como se fosse algo de irreal, que só acontecesse no mundo virtual. E fiquei também a pensar que tipo de sentimentos crescerão nas mentes destas crianças. 

 

Talvez cresça a bondade em época de Natal, o altruísmo para uma fotografia, a partilha de algo em troca de outra coisa, o voluntariado para o currículo...

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