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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A divisão do tempo e das imagens

25.08.20, Alice Alfazema

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Não te chamo para te conhecer
Eu quero abrir os braços e sentir-te
Como a vela de um barco sente o vento
 
 

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Não te chamo para te conhecer
Conheço tudo à força de não ser
 
 

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Peço-te que venhas e me dês
Um pouco de ti mesmo onde eu habite
 
 
 
 
 
Poema de Sophia de Mello Breyner Andersen , in  No Tempo Dividido
 
 
 

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