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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

(a) braços

12.04.21, Alice Alfazema

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Não é por acaso
que existe um espaço
entre dois braços
lugar onde se semeiam
germinam e crescem
os abraços
 
No espaço
entre dois braços
exauram-se medos e agonias
removem-se pedras do caminho
fecundam-se sonhos
criam-se laços
 
No espaço entre dois braços
calam-se as vozes e os passos
falam os sentidos consentidos
nasce a vertigem de coração
com coração sem embaraços
 
Não não é por acaso
que existe um espaço
entre dois braços
lugar onde se semeiam
e crescem os abraços
 
 
 
Poema de Alice Queiroz
 
 

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