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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A arte de saber sonhar

Não é para toda a gente

15.11.20, Alice Alfazema

sonhar.jpg

Ilustração Ana Ayala

 

Nunca tive grande capacidade para sonhar. Aquela coisa de visualizar aquilo que quero e transformá-lo em realidade comigo não funciona. Disperso-me facilmente e sou levada para pensamentos diversos, depois fico baralhada e já não sei o que quero realmente. Imagino então a ver-me em coisas sérias e importantes, mas depois dou mais importância àquilo que poderia acontecer se fosse antes assim ou assado. Desisti, e deixo então tudo ao capricho do Universo.

No outro dia sonhei e acordei muito assustada, o meu coração batia apressadamente, foi um sonho muito actual, onde eu estava de máscara a ver-me ao espelho, de repente tirei a máscara e vejo a minha imagem reflectida já sem a máscara, vejo uma grande sombra no meu rosto, volto a olhar, arregalo os olhos, tinha um bigode tamanho XXl, e eis que me ocorre um pensamento, isto foi de andar tanto tempo de máscara, criei uma estufa de bigodagem.

 

 

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