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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Conversas da escola - 27 de Março de 2020

28
Mar20

Hoje a escola estava vazia, os alunos estão em casa de quarentena, muitos têm aulas virtuais, outros por e-mail, e há os que não têm nada disso, ou porque não têm Internet, ou porque os pais não têm capacidade para os orientar. No entanto, a escola física permanece viva, cheia de bichos, eu diria até que está entregue a eles, é uma pausa que provavelmente trará mais desigualdades sociais, poderá no entanto aumentar a solidariedade, mas apenas se as pessoas mudarem de atitude, porque se continuarem elitistas tudo isto terá sido em vão. É bom que não se esqueçam rapidamente, e que fique para a História, e  que seja estudado em Psicologia e em Sociologia, tal como em Antropologia e Ciência Política, e nas mais variadas Ciências Sociais, para que em conjunto se reflicta e valorize a diversidade da vida humana, as suas consequências e os modos de como podemos ultrapassar questões que dizem respeito a todos. 

 

borboleta.jpg

 

A borboleta transforma-se num processo de confinamento ao casulo, através dele alcança o voo, mesmo que seja rápido é uma experiência que lhe confere chegar até onde nunca tinha ido. 

 

nesperas.jpg

 

A fruta adoça presa na árvore e esta presa na terra dá o seu fruto a quem anda por aí, como prova de carinho por quem lhe espalha as sementes, é vida multiplicando-se.

 

dente de leão.jpg

 

A flor concede aos polinizadores o seu pólen e dá-nos ainda uma paleta de cores que nos brindam nesta Primavera, dando-nos ânimo, para que possamos entender que a saudade é uma palavra que agora pertence a todos.  

 

(estas fotografias foram tiradas por mim na escola durante este dia)

 

 

Portugal

10
Jul16

Uma pergunta por dia: A chuva é sempre líquida?

10
Nov14

chuva de sol.jpg

 

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

 

 

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade

E eis que ela bate no vidro

Trazendo a saudade

 

 

 

Para ouvir a Mariza, neste belo tema, basta clicar no primeiro verso. 

 

 

 

Uma pergunta até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.

 

Alice Alfazema