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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Aqui e ali

22.05.16, Alice Alfazema
Ilustração  Jennifer Balkan   Antigamente vivíamos apenas num único mundo, havia também quem esperasse poder ter outra oportunidade quando viajasse entre quatro tábuas.  Hoje podemos viajar em três mundos, no físico, no virtual e no de quatro tábuas.  A todos é dada uma importância diferente. Tal como degraus, assumem visões diferentes ao longo da subida, ou descida. Umas vezes lá em cima, outras em baixo. Pensamos sempre que somos diferentes e únicos, um pedacinho (...)

Conto - Ao balcão

08.12.15, Alice Alfazema
  Andam por ali, de braços cruzados ou nos bolsos. Às vezes em passo apressado. Falam. Falam. Da vida e dos que passam. Cruzam-se com as emoções. Acreditam que o mundo lhes passa ao lado. Não sabem que fazem parte dele. Enquanto o mundo gira e o sol se põe, acreditam no mau olhado e nas tramas invejosas, que os outros e apenas os outros têm o poder de desencadear. Acreditam tanto que não vêem mais nada. Continuam ali, às vezes no corredor, de mãos nos bolsos, às vezes (...)

A dois, a três, a quatro...

20.09.15, Alice Alfazema
Sentaram-se na esplanada do café, refastelados naquelas cadeiras que tão bem conhecem, assim como conhecem todos os subsídios a que têm direito. A mulher puxa do maço de cigarros e com a voz rouca fala sobre as notícias do momento. Os refugiados. Diz que tem pena deles, mas que deviam de ficar lá no país deles. Há anos que a vejo fumando cigarros e bebendo café na esplanada. Talvez trabalhe para alguma marca de café ou de cigarros.    Alice Alfazema