Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Postal de Natal ✈

2020

20.12.20, Alice Alfazema
Cabo da Roca, 20 de Dezembro de 2020 Queridos amigos, espero que estejam bem de saúde eu vou indo graças a Deus.  Há muitos anos atrás trocavam-se postais e cartas de Natal que eram primorosamente escritos com alguma antecedência, compravam-se depois os selos e eram enviados por correio, a escolha dos envelopes dependia do gosto pessoal de cada um e ainda do meio de transporte pelo qual viriam a ser transportados. Naquelas páginas e cartões, as letras surgiam alinhadas e (...)

Pinheirinho

✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵

19.12.20, Alice Alfazema
  O pinheirinho guardasegredos, saudades,esconde medos,abriga esperanças,acende lembranças,enredo de muitas idades. ✵✵✵✵SegredosEsperança✵✵✵✵✵Idade ✵✵✵Medos✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵Lembranças✵✵✵✵Saudades✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵✵Coração✵✵✵✵  No pinheirinho há lágrimas escondidas.pedidos pendurados,por carências adiados,na efervescência da vida. ✵✵✵✵VidaPaixão✵✵✵✵✵ ✵✵✵P (...)

Pescar

16.12.20, Alice Alfazema
  Escrever um poema é como apanhar um peixe com as mãos nunca pesquei assim um peixe mas posso falar assim sei que nem tudo o que vem às mãos é peixe o peixe debate-se tenta escapar-se escapa-se eu persisto luto corpo a corpo com o peixe ou morremos os dois ou nos salvamos os dois tenho de estar atenta tenho medo de não chegar ao fim é uma questão de vida ou de morte quando chego ao fim descubro que precisei de apanhar o peixe para me livrar do peixe livro-me do peixe com o alívio (...)

Nem todos os pássaros são azuis, nem todas as árvores são verdes

13.12.20, Alice Alfazema
Fotografia Kris Tynski Era uma árvore de natal, plástica e de um verde profundo, em cima uma estrela de purpurinas prateadas, bolas de um material fibroso e brilhante enfeitavam os ramos, uns quantos chocolates cobriam as pontas dos ramos e as fitas de poliéster caíam em cascata. Por baixo avistava-se uma cena da Bíblia. Jesus estava deitado nas palhas, acabado de nascer. Era uma árvore frondosa e velha, tão velha que nela (...)