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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Acreditar

22.02.14, Alice Alfazema
Ilustração Daniel Montero Galán     A coscuvilhice atingiu níveis globais, tornou-se a maior estrada de interacção planetária, com ela cresceram os medos e as confusões. Acreditar tornou-se um estado louco de ser. Querer acreditar é assim trocado pelo que os outros dizem. Acreditar em si mesmo é então um borrão de tinta que tem de ser aprovado. Velhice precoce da alma, e da vontade única de cada ser. (...)

Uma pergunta por dia: Numa época de tanto conhecimento e de fácil acesso a uma "rede" de amigos, qual o porquê de haver tanta solidão?

23.12.13, Alice Alfazema
  Ilustração Jane Spakowsky   És importante para ti, porque é a ti que te sentes. És tudo para ti, porque para ti és o universo, E o próprio universo e os outros Satélites da tua subjectividade objectiva. És importante para ti porque só tu és importante para ti. E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?   Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido? Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces, Para (...)

Para memória futura

22.02.13, Alice Alfazema
    Minha laranja amarga e doce meu poema feito de gomos de saudade minha pena pesada e leve secreta e pura minha passagem para o breve breve instante da loucura.     Minha ousadiameu galopeminha rédeameu potro doidominha chamaminha réstiade luz intensade voz abertaminha denúncia do que pensado que sente a gente certa. Em ti respiroem ti eu provopor ti consigoesta (...)

Trombetinha

08.02.13, Alice Alfazema
  Uma noite, o mosquito disse ao pirilampo: " Eu não acredito que haja no mundo um ser mais útil e ao mesmo tempo mais nobre do que eu. Se um homem não fosse por natureza ingrato, deveria estar-me eternamente agradecido. De facto, não podia ter melhor mestre de comportamento moral. É que as minhas agudas picadelas oferecem-lhe a possibilidade de se exercitar na nobre virtude da paciência. E a fim de que ele se sacuda do seu sono absurdo, quando se deita para dormir, ocupo-me a (...)