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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A arte de saber sonhar

Não é para toda a gente

15.11.20, Alice Alfazema
Ilustração Ana Ayala   Nunca tive grande capacidade para sonhar. Aquela coisa de visualizar aquilo que quero e transformá-lo em realidade comigo não funciona. Disperso-me facilmente e sou levada para pensamentos diversos, depois fico baralhada e já não sei o que quero realmente. Imagino então a ver-me em coisas sérias e importantes, mas depois dou mais importância àquilo que poderia acontecer se fosse antes assim ou assado. Desisti, e deixo então tudo ao capricho do Universo. (...)

A pandemia das ideias e dos outros

COVID-19

09.11.20, Alice Alfazema
  As medidas quando são tomadas de modo contraditório, denotam a desorientação das ideias, levando à desorganização dos sistemas. Podemos ir ao supermercado, mas não podemos andar na rua, podemos ir trabalhar em transportes cheios, mas não podemos ir ao restaurante durante o fim-de-semana. As escolas estão cheias, mas não são focos de vírus. Ando bêbada e não sei qual a bebida que ando a tomar.      Não morremos do mal, vamos morrer da cura. Podes estar com a tua (...)

Triângulos

06.11.20, Alice Alfazema
  Estamos no meio dos triângulos, são pontiagudos e parecem ter uma base fixa, de repente ficam virados  ao contrário, e não sabemos bem como os pousar de forma segura. Limbo.     Ilustrações de Andrea Peterson    

Cu-cu, cu-cu

Onde está o cuco?

12.10.20, Alice Alfazema
Ilustração Dean Stuart    É sempre surpreendente ouvir falar do vírus coroninha 20-20, hoje ouvi dizer que sobrevive quase um mês no escuro e no frio, não gosta do calor do Sol, nem dos tecidos de algodão, gosta de superfícies suaves. É um vírus muito esperto, ultrapassa qualquer outro quando dissecado em estudos e opiniões. Sendo assim, ficamos a saber que dá-se bem em modo confinado, dormindo em lençóis de cetim e comendo sorvetes de queijo flamengo.      Em minha terra (...)

Olhos

06.10.20, Alice Alfazema
Ilustração Andy Warhol   Andar de máscara para quem é expressivo enquanto fala e pensa é tramado. Dou por mim a esbugalhar os olhos de cada vez que vejo algo que me intriga ou que me surpreende. Quando sinto os olhos quase fora das órbitas, sei que estou a ultrapassar os limites da boa educação. Obrigo-me então a mudar a expressão, mas por vezes sei que não sou suficientemente rápida para reverter a situação. Com a cara semitapada e sem opção de conter a criatividade (...)