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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O branco

17.07.12, Alice Alfazema
 Fotografia Patrícia Cruz     Muro, em que meditas, ao longo da estrada, por estas quintas, casas, ermos, entre paixões de alma dos espectros presentes e vindouros? E os vivos, porque se escondem por trás da tua fronte alta, quieta, seca, que cobiça os astros, sem saber que o teu corpo de xisto corre, avança, mas não pode soltar-se da Terra e alcançar o Alto?     Fiam (...)

Juntar outra cor ao arco-íris

24.11.10, Alice Alfazema
          Dourar o puro ouro, pintar um lírio, Lançar perfume a uma violeta, Dar brilho ao gelo, juntar outra cor Ao arco-íris, ou com uma vela Querer emprestar beleza ao céu estrelado, É um desperdício e um ridículo excesso.   William Shakespeare, King Jonhn

Da Arrábida

05.10.10, Alice Alfazema
  Da Arrábida   Alta Serra deserta, donde vejo As águas do Oceano duma banda, E doutra já salgadas as do Tejo: Aquela saudade que me manda Lágrimas derramar em toda a parte, Que fará nesta saudosa, e branda? Daqui mais saudoso o sol se parte; Daqui muito mais claro, mais dourado, Pelos montes, nascendo, se reparte. Aqui sob-lo mar dependurado Um penedo sobre outro me ameaça D (...)