Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Luxo

Liberdade

18.03.20, Alice Alfazema
    Ilustração Scott Kahn   Hoje, a partir da meia-noite entramos no estado de emergência nacional, neste momento são 22h e as pessoas estão à janela a bater palmas em sinal de reconhecimento por todas as pessoas que estão a lutar na linha da frente desta pandemia, as palmas fazem eco pela rua toda, no entanto parece haver um silêncio a separar-nos, tal como uma bolha invisível, é o medo, no andar de baixo o miúdo que tem três anos canta músicas de Natal intercaladas com a (...)

Sossegar

17.03.20, Alice Alfazema
  Ilustração Len Cowgill      Gosto de sossegar como verbo transitivo. Sossegar só por si não chega. É mais bonito sossegar alguém. Quando se pede "sossega o meu coração" e se consegue sossegar. Quando se sai, quando se faz um esforço para sossegar alguém. E não é adormecendo ou tranquilizando, em jeito de médico a dar um sedativo, que se sossega uma pessoa. É enchendo-lhe a alma de amor, confiança, alegria, esperança e tudo o mais que é o presente a tornar-se de (...)

Cavalgar o medo

15.03.20, Alice Alfazema
  É necessário cavalgar o medo, reflectir, partilhar e ser solidário.     Renascer, recuperar memórias e saberes.        Isolar-se entre quatro paredes, mas conectar-se com o mundo através das novas tecnologias.      Procurar dentro de nós o amor que julgávamos perdido.       Sentir que nas pequenas coisas e nos pormenores esquecidos estão verdadeiros tesouros.     Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano Vive uma louca chamada Esperança E ela pensa que (...)

A vida

29 de Fevereiro de 2020

29.02.20, Alice Alfazema
  A vida é assim: frágil, fugaz, vibrante. Hoje estamos aqui, amanhã não sabemos. Mas terá a vida algum valor especial e único se não a sintonizarmos com a natureza? Se não formos solidários e empáticos com os nossos semelhantes?   A vida tornou-se tão desinteressante enquanto comemos regalados em frente ao ecrã vendo notícias de guerra e imagens de refugiados, quando somos autoritários perante outros por os julgarmos pelo que vemos, como se essa pele fosse o único (...)

Onde fica a fissura?

20.02.20, Alice Alfazema
  Fotografia Artur Pastor       Sempre vivemos para além da memória apesar do lapso apunhalando o tempo Porque antes fomos connosco noutra hora, e agora voltamos quando já nos esquecemos Onde fica a fissura, a brecha por onde passámos a chegarmos de novo ao nosso presente Infringindo as regras das horas improváveis hoje igual a ontem, já inexistente Partimos e tornamos na nossa eternidade assim a repeti-la num infindo repente Perdidos um do outro sempre a regressarmos, revertendo (...)