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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Às vezes é preciso

22.09.18, Alice Alfazema
    Ilustração Wayne Anderson      Por vezes vivemos assim, crescemos, e habituamo-nos aos lugares, às coisas e às pessoas, temos medo de mudar, ou temos saudades daquilo que fomos. Chega então um tempo em que o espaço já não existe, há apenas um corpo moldado à rotina, apertado no espaço e na mente. Um corpo que anseia por novas experiências. Um corpo que sabe que o tempo se encurta a cada dia que passa.    Às vezes é preciso ficar muito mal e deixar de se importar (...)

O tempo

30.10.16, Alice Alfazema
  Ilustração Francesca Baerald   Peguei no tempo e guardei-o, para gastá-lo quando quiser. Peguei no tempo e voei nele. Peguei no tempo e gastei-o todo, agora não tenho tempo. Depois o tempo pegou em mim e gastou-me, cansou-me, amoleceu-me, paralisou-me. Peguei outra vez no tempo e soltei-o, agora vou apanhá-lo. Vou dividi-lo, cortá-lo em pedacinhos e engoli-lo.      Alice Alfazema