Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Peixe frito e arroz de tomate

20.10.19, Alice Alfazema
  Num destes Sábados levantei-me cedo e fui beber um café à beira-rio, estive por ali enquanto me apeteceu e até caminhei pela praia, estava um dia de vento, com algumas nuvens, um frio ligeiro no ar, as gaivotas voavam em círculos, dando guinchos de vendaval. Elas sabem. Havia também pombos e outros pássaros abrigados nas rochas que pareciam esculpidas na falésia. As ondas rebentavam de mansinho na areia, um cheiro a maresia, e algas deixadas na praia. A Serra de um verde (...)

Bocage o Elmano Sadino

15.09.19, Alice Alfazema
    Lá quando em mim perder a humanidade Mais um daqueles, que não fazem falta, Verbi-gratia - o teólogo, o peralta, Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade: Não quero funeral comunidade, Que engrole sub-venites em voz alta; Pingados gatarrões, gente de malta, Eu também vos dispenso a caridade: Mas quando ferrugenta enxada idosa Sepulcro me cavar em ermo outeiro, Lavre-me este epitáfio mão piedosa: "Aqui dorme Bocage, o putanheiro; Passou a vida folgada, e milagrosa; Com (...)

28 de Setembro 2019 - Pelo Rio Sado

06.09.19, Alice Alfazema
  Agora que terminaram as férias, agora em que as praias da Arrábida e Tróia, vão ficar vazias de gente, agora começa outra história. Agora que terminou a partilha de fotografias de golfinhos e festas de vinho e barco, de bronzeados e gelados,  agora que se dá o regresso às aulas e se come menos sardinha assada. Agora começa outra história. A história das dragagens no Rio Sado, na casa dos golfinhos, junto às pradarias marinhas, junto à desova da malta que habita no rio, no (...)