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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Conversas da escola - Versos perdidos

23.06.18, Alice Alfazema
  Ilustração Lisa Aisato     Todas as manhãs  acordo a sorrir. Mas olho para o relógio e só me apetece dormir. Chego à escola só me apetece brincar. Mas toca a campainha e para a sala começo a andar.   Então na sala  e sento-me no meu lugar oiço a professora que começa a explicar.   Toca a campainha vamos todos lanchar. Mas chegamos ao bar e cansamo-nos de esperar.   Nesta escola gostamos de aprender No nosso futuro  de muito nos vai valer         Poema deixado (...)

Conversas da escola - FBI

20.10.17, Alice Alfazema
- Aquele miúdo e aquela miúda são de que turma? Já vou saber para falar com a directora de turma sobre aquilo que eles andam a fazer. - Contina, você é uma espécie de FBI aqui da escola.     Alice Alfazema

Micro contos - Naquela casa

22.06.17, Alice Alfazema
    Era uma vez uma casa, quem morava lá era muito feliz, sorriam muitas vezes durante o dia, tiravam muitas fotografias e estavam sempre atentos às noticias do momento. Todos os que moravam naquela casa tinham opinião sobre todos os assuntos, eram convictos naquilo que diziam, verdadeiros, activos nas mensagens de partilha. Havia o mundo deles e o mundo dos outros. O mundo deles era aquela casa.      Alice Alfazema

Dia Internacional da Lembrança do Holocausto

27.01.16, Alice Alfazema
Foi há 71 anos que os oficiais do Exército Vermelho entraram em Auschwitz para libertar os prisioneiros.  Dessas vivências nasceram obras de arte, do coração para o papel, é importante não deixar no esquecimento uma parte tão negra da história da humanidade, mas também é importante relembrar que renascer é possível.        Uma primavera (1941), de Karl Bodek (1905-1942) y Kurt Löw (1914-1980).  

(Uma ajudinha) Para os homens que não entendem as mulheres

20.01.16, Alice Alfazema
    Há um poema que explica bem aquilo que não é entendível a olho macho.    Tenho fases, como a lua, Fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Perdição da minha vida! Perdição da vida minha! Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha. Fases que vão e que vêm, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso. E roda a melancolia seu interminável fuso! Não me encontro com ninguém (tenho fases, como a lua...). N (...)

A sombra

26.09.15, Alice Alfazema
   Ilustração Wendy Chidester   Por vezes a sombra sobrepõe-se à atitude. Nunca durante muito tempo. A sombra paira e imita, mas não tem a imagem. Está agarrada, nunca se liberta. Tenta imitar, mas falha, porque não tem consistência. Ri mas sem brilho. Opaca. Densa. A sombra muda de lugar, mas não muda de atitude. Copia. Observa e copia.    Alice Alfazema    

Isto é um desfile de moda

19.09.15, Alice Alfazema
  Os modelos estão perfeitamente enquadrados no mundo actual, onde se valorizam as caras trombudas, os ossos, a apatia. As cores utilizadas estão, também, bem escolhidas, fazem lembrar os vários cenários de guerra que se vivem em diversas partes do planeta. Muito ousado, sem dúvida. Inspirado provavelmente num telejornal qualquer.    Fotografia