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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Às vezes é preciso

22.09.18, Alice Alfazema
    Ilustração Wayne Anderson      Por vezes vivemos assim, crescemos, e habituamo-nos aos lugares, às coisas e às pessoas, temos medo de mudar, ou temos saudades daquilo que fomos. Chega então um tempo em que o espaço já não existe, há apenas um corpo moldado à rotina, apertado no espaço e na mente. Um corpo que anseia por novas experiências. Um corpo que sabe que o tempo se encurta a cada dia que passa.    Às vezes é preciso ficar muito mal e deixar de se importar (...)

Bom dia, 25 de Abril!

25.04.17, Alice Alfazema
 A todos os que tornaram possível o 25 de Abril de 1974 e ao povo anónimo que o consagrou nas ruas.   A esse "herói colectivo" que foi o M.F.A. (Movimento das Forças Armadas)   A Fernando Salgueiro Maia e Ernesto Melo Antunes - dois dos principais rostos desse "herói colectivo"   Aqueles que mais mereciam estar na festa: homens e mulheres que lutavam pela liberdade e por ela morreram.           Falo do instante, do momento feito de horas em que o tempo se suspendeu solene en (...)

A mesma moeda

21.08.16, Alice Alfazema
  Ilustração Andrea Kowch   E ao atribuir a outra pessoa a responsabilidade pela sua infelicidade, você não se apercebe de que, ao renunciar à responsabilidade, está também a renunciar à liberdade. A responsabilidade e a liberdade são duas faces da mesma moeda.     Osho       Alice Alfazema

O que é ser enfeitiçado?

27.06.16, Alice Alfazema
Enfeitiçar é virar a gente pelo avesso: as coisas boas ficam escondidas, não têm permissão para aparecer; e as coisas ruins começam a sair. Todo mundo é uma mistura de coisas boas e ruins; às vezes a gente está sorrindo, às vezes a gente está de cara feia. Mas o enfeitiçado fica sendo uma coisa só…       Ver o resto da resposta aqui. Alice Alfazema

Liberdade

25.02.16, Alice Alfazema
  Ilustração  Wouter Tulp   Tenho muitas dificuldades em escolher algo como favorito. Não acredito no melhor, nem no mais bonito, nem no único. Faz-me confusão a selecção disto ou daquilo. Acredito em coisas que se completam, mas que ao mesmo são livres.     Alice Alfazema   

O chapéu vermelho

13.09.15, Alice Alfazema
    Gosto de marés vivas. O chapéu vermelho estava dentro da água, que furiosa entrava pela areia acima. Não existiam toalhas, nem pessoas na areia da praia. Ao longo do areal o mar chamava a si todo o terreno que podia. As rochas resistiam a cada onda, bebendo a espuma salgada. Os redemoinhos eram os senhores que bailavam com o vento. Ao (...)

A liberdade

25.01.15, Alice Alfazema
Ilustração Lucía Franco   Tenho um cavalo de pau, coberto com bolinhas azuis, cavalgo nele como quem anda nas nuvens. Balanço-me em grande velocidade, tenho penas nos cabelos e sou veloz. O pássaro sussurrou-me ao ouvido que os dias estão mais longos, tenho mais tempo para me deliciar no meu baloiço. Deixei os meus sapatos a descansar, estão leves de mim, os meus pés estão libertos da prisão. Sinto a (...)

Sobre a grande manifestação em Paris

12.01.15, Alice Alfazema
Ilustração Duy Huynh   Ficou claro que não se faz mais por um mundo melhor porque não se quer. Enquanto houver indiferença pelo outro, enquanto os poderes instalados estiverem sentados assim será, enquanto a sociedade civil for uma simples mosca morta, enquanto a experiência for uma coisa que apenas diz respeito àqueles que a têm, haverá um mundo que se gladia. Não são apenas os lápis, nem as cores, nem os desenhos, mas é a raiva contida em cada gesto, é o aceno moribundo (...)