As pombas rodeiam-te, são pensamentos esvoaçantes, que vão e vêm em diversas direcções, esvoaçam levemente ou poisam de rompante. Vão embora pela manhã e voltam à tarde. À noite poisam no poleiro dos teus sonhos e ficam à espera de comida. Do teu eu que paira num universo paralelo, numa almofada fofa e fresca com cheiro de maresia. De manhã as pombas refrescam-se na tua preguiça, na ponta dos teus dedos e debicam segredos que tu agarras com as mãos, elas fogem, só (...)