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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Conversas da escola (42)

24.11.11, Alice Alfazema
  - Quanto mede o pão do teu almoço? - Qual? - Aquele que comes no refeitório da escola.     A régua tem 15cm...   - Gostas da comida? - Às vezes... - Qual é a idade dos meninos que comem este pão? - Entre os 10 e os 16 anos. - Ficas com fome? - Sim. - ...               Alice Alfazema

Acordar

11.01.11, Alice Alfazema
    Dorme meu filho depressa, dorme que a noite já vem, o teu pai está tão cansado de tanta dor que ele tem.   Dor no lombo e no espinhaço, no peito e no coração, dor de estar feito em bagaço, dor de tanta exploração.   Dorme meu filho depressa, dorme que a noite já vem, o teu pai está tão cansado, tão cansada tua mãe.   Tão cansada de esfregar as escadas que tem a vida, tão cansada de chorar, tão cansada, tão sofrida. Dorme meu filho depressa, dorme que a noite já vem, do teu pai só herdarás

O pão de cada dia

16.10.10, Alice Alfazema
    Que o pão encontre na boca O abraço de uma canção inventada no trabalho Não a fome fatigada de um suor que corre em vão Que o pão do dia não chegue sabendo a resto de luta e a troféu de humilhação Que o pão seja como flor festivamente colhida por quem deu ajuda ao chão Mais do que flor, seja o fruto nascendo límpido e simples sempre ao alcance da mão Da minha e da tua mão  Thiago de Mello, Barreirinha, Brasil