Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Este blog faz hoje oito anos

28.03.18, Alice Alfazema
  Ilustração Emilia Dziubak     Em certa ocasião alguém perguntou a Galileu Galilei: - Quantos anos tens? - Oito ou dez, respondeu Galileu, em evidente contradição com sua barba branca. E logo explicou: Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais.           Alice Alfazema  

Responde se puderes

03.09.17, Alice Alfazema
  Ilustração Rodrigo Folgueira       E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar? .   José Saramago, in  A maior flor do mundo         Alice Alfazema      

Paixão

24.08.17, Alice Alfazema
  Ilustração Pierre-Emmanuel Lyet     li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios, quando alguém morria perguntavam apenas: tinha paixão? quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da sua paixão: se tinha paixão pelas coisas gerais, água, música, pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos, pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória, paixão pela paixão, tinha? e então indago de mim se eu próprio tenho paixão, (...)

Sofá azul

19.07.17, Alice Alfazema
  Um dia encontrei um sofá azul no lixo, alguém o tinha abandonado ali naquele lugar que é considerado o último, levei-o comigo e eis-me aqui diante deste oceano imenso, que vista meu Deus! Eu e ele ali frente a frente com esta massa indomável de água, vejo para além desta margem, muitos peixes andarão debaixo dela, outros à que se atrevem a saltar esta poça de sal gigantesca. E eu aqui do meu pequeno sofá azul, sinto este Sol nos meus braços enquanto abraço a cana de (...)

Da minha janela

23.04.17, Alice Alfazema
  Da minha janela vejo o mundo, sinto os ventos que sopram. Da minha janela deixo os outros espreitarem, para que sintam os ventos que sopram. Alguns assomam-se devagarinho. Outros vão embora sem espreitar. E há os que ficam comigo a ver o mundo da minha janela. Não tenho interesse  em pertencer a grupos, gosto da liberdade de estar só. Poderia ser um lobo e explorar montanhas e vales, ou gaivota para planar sobre as ondas salgadas e sentir a força do vento nas minhas asas, ou (...)

Sobre livros e outras coisas

10.09.16, Alice Alfazema
    Durante este Verão li o livro As memórias do Livro, um romance de Geraldine Brooks, este romance levou-me até vários cenários do longo do tempo, transportou-me para a época Medieval, para a Segunda Guerra Mundial, de entre outros lugares. É um livro que me fez pensar, na leitura e na escrita ao mesmo tempo, mas também em tudo o que envolve fazer um livro, conservá-lo e mantê-lo em boas condições.   É um livro surpreendente em todas as páginas. Na forma da escrita, nos (...)

Micro contos - A janela

25.01.16, Alice Alfazema
Ilustração Chris Van Allsburg   Dei por mim a olhar a paisagem que via daquela janela, não sei o que vi. Olhei para o passado, estive no presente ou imaginei o futuro.     Alice Alfazema    

Entre a escrita e a imagem

15.10.15, Alice Alfazema
Ilustração Mark Elliott   Pode-se não recordar os insultos; mas guarda-se deles um amargo de experiência, feia como uma cicatriz. E isso envelhece a alma, torna-a ruinosa e inútil.   Ilustração Daniel Mackie   A infância vive a realidade da única forma honesta, que é tomando-a como uma fantasia.   Ilustração Kristina Swarner      As primeiras impressões não são decisivas. Às vezes são fatais mas não decisivas.   As frases são de Agustina Bessa Luís, que (...)