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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Março dia 5 - Mulheres que plantam árvores

05.03.17, Alice Alfazema
    A terra estava despida. Para mim, a missão era tentar voltar a cobri-la de verde.   Wangari Maathai     Wangari vive sob as árvores, à sombra do Monte Quénia, em África. Ouve o cantar dos pássaros na floresta, sempre que vai com a mãe buscar lenha para cozinhar, e ajuda-a apanhar as batatas-doces, a cana-de-açúcar e o milho da terra fértil.   Wangari é boa aluna e, quando cresce, alta como as árvores do bosque, ganha uma bolsa para estudar nos Estados Unidos. Seis (...)

Assassínio

21.09.16, Alice Alfazema
  Entre Setúbal e Palmela existe uma localidade que se chama Volta da Pedra, nessa localidade, há um cruzamento e aí nesse cruzamento de estradas, há um majestoso cedro ( não sei bem se será este o nome, mas é como uma árvore de Natal gigante) que a olho nu deduzo que terá mais de cem anos, e muitos metros de altura. As suas asas verdes magnificas erguem-se para o céu como uma prece a quem passa e lhe diz bom-dia!    Hoje de manhã o sol acariciou-lhe cada ramo. Estava (...)

Carantonha

15.01.16, Alice Alfazema
    Quando eu era uma miúda gostava imenso de procurar caras e carantonhas nos troncos das árvores. Continuo na mesma, tenho é menos tempo para me dedicar a esse passatempo. Adoro velhas árvores, dar-lhes abraços, refrescar-me à sua sombra, sentir nas minhas mãos os nódulos rugosos daqueles troncos resistentes a tantas intempéries. Gosto dos seus (...)

Por onde me apetecia andar

18.10.15, Alice Alfazema
  Com estas bonitas palavras percorro este caminho.     O que tentam dizer as árvores No seu silêncio lento e nos seus vagos rumores, o sentido que têm no lugar onde estão, a reverência, a ressonância, a transparência, e os acentos claros e sombrios de uma frase aérea. E as sombras e as folhas são a inocência de uma ideia que entre a água e o espaço se tornou uma leve integridade. Sob o mágico sopro da luz são barcos transparentes. Não sei se é o ar se é o sangue (...)

Leitos rugosos

25.02.15, Alice Alfazema
  Serão os braços da Árvore Neptúnica metamorfose de um feto abrindo as flores do Éden nas mãos da criança.   Os dias, lentos, baloiçam o fruto.   O poema  percorre leitos rugosos salta despenhadeiros encosta o rosto às falésias e vem poisar suavemente na foz do símbolo.   Poema é sulco na terra, raiz agarrada ao branco de uma folha imaginária na árvore dos dias por viver