Mas foi removido em 28/01/2026, pelo Blogger, por violar as politicas da plataforma: O seu conteúdo violou a nossa política de Spam. depois de reclamar, voltou ao ativo.
Mais um recorte do quotidiano, desta vez do meu, assim - e por motivo da obrigatoriedade de mudança de morada deste blogue, porque o SAPO Blogs vai acabar, e eliminar definitivamente todos os blogs do SAPO, em novembro de 2026 - venho dar conhecimento de onde vou começar a escrever a partir de hoje.
Custa-me muito, por esta mudança forçada, sobretudo, pelas emoções aqui vividas, pelas recordações, pelas palavras de ânimo que aqui me deixaram ao longo de quase 16 anos, pelos comentários atenciosos, pela partilha e pelo acolhimento.
Agradeço, ao Pedro Neves, pela sua amabilidade, disponibilidade, e atitudes que, também, contribuíram, em muito, para que o espaço SAPO Blogs se tornasse o equivalente a um bairro, onde é fácil interagir entre a vizinhança e pedir ajuda.
Hoje abri um novo caderno, no Substack, andei por lá a explorar, e do que vi gostei, parece-me incrível dizer-se que isto dos blogs está morto, há por lá tanta gente que partilha a sua escrita, o que me faz confusão é o SAPO, que com tantos milhões de falantes de português, não ter a capacidade e discernimento para criar uma comunidade assim, sendo a sua grande solução económica - eliminar definitivamente décadas de pensamento critico, sem recurso a inteligência artificial. Ou será que alguém se anda a aproveitar disto? Porque as visualizações, aos blogues do SAPO, vindas da China são aos milhares (?). E coincidência, ou não começaram no mesmo período temporal desta decisão (?). "E esta, hein?"
O que é afinal - estar morto? Podemos estar mortos quando ainda respiramos e independentemente de tudo ainda existe iniciativa, qualidade, criatividade? Ou estar morto é antes deixar ir e esperar que aconteça, sem tomar atitudes nem partido?
Está uma manhã de inverno, como outra qualquer, frio e sol, o chão está molhado da orvalhada da noite, tenho os vidros das janelas embaciados, tal como o que sinto agora ao escrever, entre estas palavras comi o pequeno almoço e o cão ladrou, vou tirar um café para acalentar a mente.
Apetece-me escrever aqui, em resposta à nova morada, sinto-me despejada à força de uma casa que pensei, erradamente, poder morar até conseguir, é como se estivesse à varanda, recolhendo os últimos olhares daqueles que passam, antes de fechar a porta e devolver a chave. Sinto-me escorraçada, e neste momento não consigo agradecer ao senhorio, pelo tecto e pela oportunidade, porque estou triste e nostálgica de todos os momentos em que vivi aqui.