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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O dia de hoje

14.04.21, Alice Alfazema
A chuva caiu, durante quase todo o dia, de mansinho, levando frescura ao verde novo das folhas das minhas árvores. Este ano estão cheias de folhas, onde os pássaros poisam para cantar logo de manhãzinha. Por cima delas as andorinhas ensaiam os seus voos rasantes, um melro dá a despertina sempre à mesma hora. A chuva trouxe  mais cor aos telhados, deixando a descoberto o vermelho barro. Hoje o sol tirou folga, e as nuvens cinzentas e gordas andaram numa fona trazendo a água do mar (...)

(a) braços

12.04.21, Alice Alfazema
   Não é por acasoque existe um espaçoentre dois braçoslugar onde se semeiamgerminam e crescemos abraços No espaçoentre dois braçosexauram-se medos e agoniasremovem-se pedras do caminhofecundam-se sonhoscriam-se laços No espaço entre dois braçoscalam-se as vozes e os passosfalam os sentidos consentidosnasce a vertigem de coraçãocom coração sem embaraços Não não é por acasoque existe um espaçoentre dois braçoslugar onde se semeiame crescem os abraços   Poema de (...)

Micro contos - Festival

11.04.21, Alice Alfazema
Abeirei-me daquele aglomerado rosa, era um rosa vivo e elegante que não consegui captar como queria, entre nós um vento leve provocava uma dança suave,  parecia que havia música naquele silêncio. E de repente ali estava eu, num festival de flores.  

Micro contos - Conversa

10.04.21, Alice Alfazema
  Ilustração Rui Carruço   Um dia alguém disse-me: gosto muito de falar consigo. Diga-me uma coisa, aprende mais com que tipo de pessoas? Respondi que aprendia tanto com os mais novos como com os mais velhos, porque os outros geralmente sabiam tanto como eu.