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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

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01.03.21, Alice Alfazema
Ilustração Lizzie Riches  As portas Se não fechoalgumas portashá correntes de ara mais Se fechotodas as portasnão posso sairmais Se não abroalgumas portasnão fechoalgumas portas Se abrotodas as portasdesintegro-me   Poema de Adília Lopes

Há novidades!

Chegaram hoje as andorinhas.

28.02.21, Alice Alfazema
Hoje pela manhã vi que as andorinhas já tinham chegado, com alegria esvoaçavam de volta do ninho, fico sempre encantada ao descobrir que estes pequenos viajantes de longo curso voltaram. Não somente a visão, mas também a mensagem de resiliência que é necessária para empreender tal viagem. Tenho procurado em tudo o que me rodeia encontrar a chave para ser mais resiliente de forma serena, sem questionar muito, relativizando as minhas fragilidades, tal como o faço com os outros.  É (...)

Tapetes celestiais debruados a verde magia

da saga: uma caminhada por dia

26.02.21, Alice Alfazema
Sempre imaginei o musgo como um lugar mágico, onde habitam criaturas pequeninas, tão pequeninas que não conseguem ser vistas a olho nu. É um tapete aveludado que cresce com muita paciência. Frágil e de verdes luxuriosos, dão-nos a perspectiva ilusória de como somos gigantes. No fim, vendo bem a coisa somos um pedaço de musgo neste gigantesco universo.  Morri pela Beleza - mas mal me tinha Acomodado à Campa Quando Alguém que morreu pela Verdade, Da Casa do lado - Perguntou (...)

5 Km

da saga: uma caminhada por dia

24.02.21, Alice Alfazema
  Qualquer caminho leva a toda a parte. Qualquer ponto é o centro do infinito. E por isso, qualquer que seja a arte De ir ou ficar, do nosso corpo ou espírito, Tudo é estático e morto. Só a ilusão Tem passado e futuro, e nela erramos. Não há estrada senão na sensação É só através de nós que caminhamos.   Tenhamos pra nós mesmos a verdade De aceitar a ilusão como real Sem dar crédito à sua realidade. E, eternos viajantes, sem ideal Salvo nunca parar, dentro de nós, C (...)