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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

800

17.04.19, Alice Alfazema

Há pessoas que julgam que trabalham muito. Que fazem muito, que não descansam, que têm dores, mas continuam, que ultrapassaram muitos obstáculos e venceram muitas batalhas, que são resilientes, que não vivem de oportunidades, mas de objectivos, e que são capazes de jurar a pés juntos que fizeram tudo sozinhos, há pessoas que falam mais do que aquilo que trabalham.

 

Há pessoas que julgam que os outros trabalham pouco, que só fazem o que lhes mandam, que não têm dores, nem preocupações, nem responsabilidades, que não concretizam objectivos, são pessoas que estão ali e mais nada, sem importância, sem saberem descrever o que fazem, sem utilizarem os melhores adjectivos sobre os seus dias de trabalho, são uns seres que nem damos por eles. Hoje são 800, mas podem haver mais por aí. 

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