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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Não fales: eu entendo...

13.11.10, Alice Alfazema

 Fotografia Rouxinol de Pomares

 

 - Mas aqui! Olha para aquele castanheiro. Há três semanas que cada manhã o vejo, e sempre me parece outro. A sombra, o sol, o vento, as nuvens, a chuva, incessantemente lhe compõem uma expressão diversa e nova, sempre interessante. Nunca a sua frequentação me poderia fartar...

Eu murmurei:

- É pena que não converse!

O meu principe recuou, com olhares chamejantes, de apostolo:

- Como que não conversa? Mas é justamente um conversador sublime!

 

 

Eça de Queirós

 

 

Diz o povo que um castanheiro leva 300 anos a crescer, 300 anos a viver e 300 anos a morrer.