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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A minha escola

02.01.14, Alice Alfazema

Hoje a escola esteve vazia, de gritos, de palavrões, de risos, apenas o temporal pairava nos pátios.  O telefone está calado. A ventania levou as últimas folhas das árvores, deixou-as agarradas ao chão, coladas e irremediavelmente inertes. Dos telhados emergiram os últimos aviões de papel, ficaram pregados ao chão. Os jacintos já nasceram, espera-os a decapitação, mal a molhada entre na segunda-feira. As minhocas refugiaram-se debaixo das folhas molhadas. Nasceram alguns cogumelos. A trepadeira continua a comer os bichinhos da nespereira. Um pesadelo os montes de folhas molhadas. Os cortinados novos já estão nas janelas. O vento sopra e os cortinados abanam, não temos certificado energético. Amanhã haverá mais um dia de silêncios. Segunda-feira já é outra estória.

 

Alice Alfazema

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