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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Dez réis de esperança

31.12.13, Alice Alfazema

 

Ilustração Vladimir Kush

 

Tu que tens dez réis de esperança e de amor
grita bem alto que queres viver.
Compra pão e vinho, mas rouba uma flor.
Tudo o que é belo não é de vender
Não vendem ondas do mar
nem brisa ou estrelas, sol ou lua-cheia
Não vendem moças de amar
nem certas janelas em dunas de areia.

Canta, canta como uma ave ou um rio
Dá o teu braço aos que querem sonhar
Quem trouxer mãos livres ou um assobio,
nem é preciso que saiba cantar.

Tu que crês num mundo maior e melhor
grita bem alto que o céu está aqui.
Tu que vês irmãos, só irmãos em redor,
Crê que esse mundo começa por ti.
Traz uma viola, um poema,
um passo de dança, um sonho maduro.
Canta glosando este tema,
Em cada criança há um homem puro.

Canta, canta como uma ave ou um rio
Dá o teu braço aos que querem sonhar
Quem trouxer mãos livres ou um assobio,
nem é preciso que saiba cantar.

 

Leonel Neves

 

 

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Alice Alfazema

3 comentários

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    Alice Alfazema

    31.12.13

    Feliz 2014!
  • Imagem de perfil

    poetazarolho

    31.12.13

    Seja um novo ano feliz
    Riso não paga imposto
    Segue o que a alma te diz
    Estampa a alegria no rosto

    Segue o caminho singelo
    Contempla a mãe natureza
    Que te oferece o mais belo
    E te exige grande dureza

    Segue o caminho proposto
    Do esforço e contemplação
    Da humildade e da entrega

    Carrega o fardo bem disposto
    E tudo ela te porá à mão
    Uma mãe a nada se nega.
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