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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

40 anos de Abril

24.04.14, Alice Alfazema

Hoje é véspera de Abril, daquele de 74, do século passado, do milénio passado, aquele de há quarenta anos. Os cravos estariam murchos se resistissem até hoje, mas os cravos renovam-se, vermelhos, a cada ano. 

 

Naquele tempo eu era pequena, tinha ainda mãos pequeninas, não sabia de nada, apenas ouvia conversas e músicas que se repetiam. Nesse dia lembro-me da mão da minha mãe apertando a minha, com força, não pude subir a ladeira a correr e fomos para casa, os vizinhos vieram conversar e contar as notícias daquilo que acontecia.

 

Hoje eu sei que ganhei. Como mulher ganhei um outro papel social, ganhei escolhas que posso fazer sem pedir autorização. A sociedade modificou-se, apesar de ainda existirem raízes que querem florescer, no entanto, agora podemos escolher, podemos mudar, podemos se quisermos!  E isso é Abril!

 

 

Alice Alfazema

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