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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Linguagem

08.12.13, Alice Alfazema


Ilustração Laura Bifano


Pensemos, por analogia, em sujeitos a viverem numa série de altas torres fechadas, erigidas sobre uma fundação comum. Sempre que pretendiam comunicar uns com os outros, gritam em todos os sentidos cada um a partir da sua própria torre...Mas quando qualquer um desce da sua torre, depara-se com uma grande cave, comum a todas as torres. Aqui ele entra num espaço de comunicação directa com os outros, também descidos das suas torres. Assim, pode muito bem ser que a maneira de traduzir do Chinês para o Árabe, ou do Russo para o Português não seja a de tentar a via directa, gritando de uma torre para outra. Talvez, a melhor maneira seja a de cada um descer da sua linguagem até chegar à base comum da comunicação humana - a linguagem concreta entre humanos, ainda por descobrir  - e só depois reemergir por uma qualquer das vias possíveis.



Warren Weaver



Alice Alfazema

 

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