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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

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Uma pergunta por dia: Na Síria há uma guerra contra a infância?

25.11.13, Alice Alfazema

 

Pensar um bocadinho além daquilo que temos ao lado poderia ser a solução para um mundo melhor. Viver menos dos números e mais do coração. O sofrimento desnecessário, se é que existe algum sofrimento necessário, das crianças no mundo, neste caso na Síria, seria bom que estas vozes fosses ouvidas, ou pelo menos reconhecidas de que realmente existem e não fazem parte de um qualquer filme de ficção ou de terror.

 

O instituto de pesquisa britânico Oxfam Research Group, publicou um estudo sobre a situação de vida e morte das crianças na Síria, este é um excerto do Jornal Público e a fotografia também. Neste tempo que é de Natal, era bom que pensássemos mais nestas situações como forma de presentes e partilhas mais ligadas ao amor, porque afinal é disso que fala o Natal, o nascimento de uma criança. 

 

Na maioria, as crianças e adolescentes foram vítimas de bombas ou outras armas explosivas – mais de 7500 das mais de 10.500 mortes registadas em crianças, ou sete em dez crianças. Mas muitas – cerca de um em quatro crianças – não foram apanhadas pela violência, mas alvo dela. Em 389 casos, as crianças ou adolescentes foram mortos por atiradores furtivos (snipers); 764 foram vítimas de execução sumária, e entre estas, há registo de 112 mortes por tortura. A cidade de Alepo no Norte e o distrito de Dara, no Sudoeste da Síria, foram particularmente martirizados.


Perturba a forma como foram mortas.


“Aquilo que mais perturba nos resultados deste trabalho é não só o número impressionante de crianças mortas neste conflito, mas a forma como foram mortas. Bombardeadas nas suas casas, nos seus bairros, durante as habituais actividades quotidianas, como ir à escola ou estar na fila de espera para comprar pão; mortas a tiro em fogo cruzado, alvos de snipers, vítimas de execuções sumárias, gaseadas ou torturadas”, diz Hana Salama, co-autora do relatório, citada no comunicado à imprensa disponível no site da instituição.


Entre as vítimas, encontram-se muitas crianças, mas os rapazes adolescentes constituem a maioria e quem, neste grupo, está exposto aos maiores riscos. Os rapazes entre os 13 e os 17 anos são as vítimas mais frequentes de mortes selectivas, como as que envolvem os atiradores furtivos, as execuções ou a tortura. Andam nas ruas sozinhos e estão em idade de combater, nota a BBC que chama a este conflito a “guerra contra a infância”.


 

Uma pergunta por dia até ao final do ano, quem quiser responder esteja à vontade.


 

Alice Alfazema

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