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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

O pão de cada dia

16.10.10, Alice Alfazema

 

 

Que o pão encontre na boca
O abraço de uma canção
inventada no trabalho
Não a fome fatigada
de um suor que corre em vão

Que o pão do dia não chegue
sabendo a resto de luta
e a troféu de humilhação
Que o pão seja como flor
festivamente colhida
por quem deu ajuda ao chão

Mais do que flor, seja o fruto
nascendo límpido e simples
sempre ao alcance da mão
Da minha e da tua mão 

Thiago de Mello, Barreirinha, Brasil

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