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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Estória

11.09.13, Alice Alfazema

Ilustração Marina Pascual



Muitas vezes não adianta deitarmos palavras fora, na esperança que alguém as compreenda, que faça uso delas. É um exercício que esgota e cansa. Estou cansada, tal como as árvores tenho de me renovar. Quero largar as folhas que ainda tenho agarradas, mudar esta terra que tem raízes a mais. É uma tristeza pegajosa.


A meio caminho entre a fé e a crítica está a estalagem da razão. A razão é a fé no que se pode compreender sem fé; mas é uma fé ainda, porque compreender envolve pressupor que há qualquer coisa compreensível.

 

Fernando Pessoa,  Livro do desassossego.



Alice Alfazema

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