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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Dizer a verdade...

06.10.10, Alice Alfazema

Um rei  sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para interpretar o sonho.

- Que desgraça, senhor! - exclamou o adivinho. - Cada dente caído representa a perda de um parente de Vossa Majestade.

Enfurecido, o rei chamou os guardas e ordenou que aplicassem cem chicotadas ao homem. Mandou, depois, que lhes trouxessem outro adivinho e contou-lhe o sonho. O novo adivinho disse ao rei:

- Grande felicidade vos está reservada, Alteza. O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do rei iluminou-se imediatamente num sorriso e mandou dar cem moedas de ouro ao adivinho. Quando o homem saiu do palácio, um dos cortesãos disse-lhe, admirado:

- Não é possivel! A interpretação que fez foi a mesma do seu colega. Não entendo porque ao primeiro pagou com cem chicotadas e a si com cem moedas de ouro.

 

- Lembre-se, meu amigo - reagiu o adivinho -, tudo depende da maneira como se diz...

 

 

Alexandre Rangel