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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Bordados pela Paz

28.05.13, Alice Alfazema

Bordar é um passatempo para uns, trabalho para outros, no entanto também pode ser notícia, passagem de mensagem, dádiva. As mãos amparam a vida e a morte. As mãos estendem os abraços. As mãos criam violência. As mãos transformam. 

 

 

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.



Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.



E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.



De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

 

 

Manuel Alegre

 

 

 

 

Quando pensamos que o mundo se resume à nossa rua, estamos apenas espreitando para o quintal.

 

 

Este é um projecto que podem ver em Bordamos pela Paz

 

 

Alice Alfazema

 

 

 

 

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