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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Dia da Mãe

05.05.13, Alice Alfazema

 

 

Ilustração de Karla Gudeon

 

Hoje dia da Mãe, encontro-me aqui em frente ao computador, depois de ter bebido um café e de ler as notícias onde a economia é a rainha das páginas. O mundo azul povoado de gente que se julga diferente da mesma gente. Lá fora o céu azul, calor, as árvores de um verde claro começam a proporcionar uma sombra fresca. Vejo-as da minha janela, neste preciso momento.

 

Aos meus filhos gostaria de deixar um mundo mais azul, mais verde, mais alegre.

 

O mundo das mães é todos os dias, mas é bom termos um dia só para nós. Há sempre uma mãe no passado, outra no presente e haverá certamente uma no futuro. Ser mãe é algo que não se explica, sente-se, alimenta-se, luta-se nesse envolvimento todos os dias, no resto dos dias.

 

Uma mãe nunca morre, permanece. Aí nesse envolvimento contínuo é possível encontrar laços, palavras, momentos, tudo aquilo que se viveu.

 

Nem sempre as mães são seres amigáveis, no entanto o mais importante é desfazer esse caminho e criar outro. A cada mãe tudo é possível.  Por mais que criem acções e especializações, o facto de ser mãe é intuitivo, porque cada cria é única e apenas a mãe a levou dentro de si. Quem melhor que ela para a conhecer?

 

Às mães que passam por dificuldades, que se sentem exaustas, revitalizem-se nos abraços e nas conversas. Joguem sementes nos corações que agora crescem. Mesmo que esse tempo de crescimento já tenha passado, tentem. Passo a passo, carinho a carinho, sorriso a sorriso.

 

Se há coisas, aqui escritas, que podem parecer lamechas. Lamechice é o facto de haver cada vez mais crianças institucionalizadas e outras tantas apáticas de sentimentos.

 

 

 

Feliz dia da mãe.{#emotions_dlg.redflower}

 

 

Alice Alfazema