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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Chuva - Mariza

03.10.10, Alice Alfazema

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

 

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

 

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

 

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

 

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

 

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

 

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

 

Jorge Fernando