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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

A violência doméstica a fome e outras coisas

16.04.13, Alice Alfazema

A fila engrossa, as pessoas esperam para levarem o farnel para casa, perto algumas crianças brincam, também elas esperam. O medo da fome é o que lhes move até àquele sítio. Já é noite. Os voluntários trazem a comida, alguma feita por eles. A grande maioria dos voluntários são mulheres. Algumas já são mães outras avós. Têm um colete reflector.

 

Um homem com 70 anos barricou-se em casa e matou a mulher à paulada, desde a tarde que a GNR estava em negociações com ele para que lhes abrisse a porta. Não ouviram a mulher gritar? O que os impediu de deitar a porta abaixo? Os vizinhos dizem que a mulher já sofria de violência doméstica há muitos anos. De vez em quando aparecia com os olhos negros. Se os vizinhos sabiam disto, mais ninguém sabia? Todos os anos morrem dezenas de mulheres em Portugal vitimas de violência doméstica.

 

A fome alastra, os pedintes também. Os governantes continuam a vestir os seus fatos e a escolher a cor apropriada da sua gravata. Na cara põem um sorriso ilustre, esticam as costas e fazem pose. Não sabem das notícias? A grande maioria são homens. 

 

Portugal um país soberano e democrático possuí uma costa de mar e algumas falésias, tem, ainda umas quantas serras e planícies. No Verão as sardinhas são um pitéu muito apreciado...

 

 

Alice Alfazema

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