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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Valorização

25.01.13, Alice Alfazema

O estômago, os pés e a boca discutiam acaloradamente sobre a importância de cada um e sobre a sua força. Os pés constantemente que, graças a eles, o estômago podia mover-se e deslocar-se. Se eles se negassem, que iria fazer o estômago?

 

E o estômago respondia: "Amigos, embora isso esteja certo, se eu não vos desse alimento, não me poderíeis levar nem fazer nada".

 

E os pés e o estômago, um depois do outro, dirigiam-se à boca e disseram-lhe: " E tu, se não falares, para que serves? Não digas que por se dar muita importância à palavra, és mais que nós".

 

A boca, ao sentir-se interpelada e quase desprezada deste modo, disse:

 

"Vê-se bem que não vedes nada! Se eu não deixasse passar a comida, nenhum de vós valeria nada".

 

A cabeça, que não queria intervir, ao ver a discussão, cada vez mais acalorada, disse aos três: "Como se vê não tendes cabeça. Tendes todos a mesma importância. Cada um depende dos outros dois. Quanto melhor cada um funcionar, melhor irá tudo. Até eu dependo de vós. E gosto de depender de todos. Quanto mais convencida estiver que necessito de vós e de que todos precisamos uns dos outros, mais cabeça tenho. E quanto mais cabeça tiver, mais valorizarei cada um de vós".

 

 

Alfonso Francia - Otília Oviedo



Alice Alfazema

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