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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Teimosamente

20.01.13, Alice Alfazema

 

Quando somos jovens podemo-nos dar ao luxo de ser-mos arrogantes. Poder-se-á alegar que não temos experiência suficiente para o deixarmos de o ser. Mas à medida que a vida passa e os anos correm esse luxo desvanece-se, quem o usar parecerá um daqueles nobres que tentam a todo o custo manter as aparências. A arrogância numa idade tardia deixa antever uma teimosia resistente à inteligência, que poderá deixar cego o mais hábil observador. No entanto, ele continua teimosamente a impor o seu rol de conhecimentos, pois será tudo o que tem, o seu mais precioso tesouro. Mas os anos avançam e com eles a  sombra da solidão alastra. Nunca é tarde para mudar, para olhar as vidas e as gentes simples e deixar de lado os velhos preconceitos. Nunca é tarde, mas o tempo urge e escoasse como a areia entre os dedos. E nunca sabes o tempo que tens.

 

 

Alice Alfazema

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