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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Pessoas

23.11.12, Alice Alfazema

 

Ao longe o menino caminha. Vem  devagarinho. O mar bate-lhe nos pezinhos. A sua mão pequena sente o calor daquela mão grande, que lhe conduz, que lhe ampara o andar, que lhe protege. E ele feliz, vai devagarinho pela orla da praia, cheia de gente.   

 

Poderemos pensar que estes momentos se apagam com o tempo, não é verdade. Tudo aquilo que fazemos perdura em nós e nos outros. Mesmo que o não consigamos perceber de onde vem e quem o trouxe. Momentos como o deste menino, perdurarão nele, mesmo que ele não o saiba, mesmo que ele não perceba o conteúdo, mesmo que pareça um simples momento. É apenas disto que a emoção é construída, dividida, perpetuada.

 

As pessoas preocupam-se em resolver coisas complicadas, quando, ainda, nem sabem resolver coisas simples.

 

O menino há-de crescer e nele levará, sempre, a sensação de calor que aquela mão um dia lhe proporcionou, e guardará no íntimo a lembrança que devagarinho se alcança o longe.

 

Bom fim de semana.{#emotions_dlg.blueflower}

 

 

Alice Alfazema