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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Se eu pudesse falar a todos os pais diria:

12.10.12, Alice Alfazema

 

Olhem para os vossos filhos no presente, pois é nele que se encontram. Por mais que lutem pelo futuro ele ainda não chegou. Não percam o seu crescimento, nem se furtem aos seus abraços. Dêem-lhes mimos, ensinem-lhe regras sociais, valores, conversem com os vossos filhos. Não me venham falar da crise e da falta de tempo, tudo isso se inventa e reinventa. Uma conversa resiste ao tempo e às adversidades. É na memória que se buscam as soluções e as fugas à solidão, onde se encontram as felicidades vividas. É aí que os devem cultivar. Não plantem as vossas frustrações nas memórias dos vossos filhos. Todos os pais têm o dever de semear a felicidade. Essa semente não se encontra no dinheiro, luxo, solidão, televisão, computador, telemóvel, roupas, excessos, desleixo, violência, mas poderá encontrá-la numa refeição feita em família, num passeio pelo jardim, num abraço, num gosto de ti, nas brincadeiras, nos risos, no dialogo. É uma semente que exige uma preocupação constante, não depende da sorte, mas do amor com que a semeamos.

 

*Para quem pense que tudo isto são balelas direi: todos os dias há meninos e meninas que choram porque se sentem sozinhos, porque ninguém, mãe ou pai tem tempo para lhes dar, e hoje foi mais um dia em que ouvi isso... 

 

 

Alice Alfazema

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