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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Uma pergunta por dia: Qual a moral desta história?

04.10.12, Alice Alfazema

 

Uma águia e uma barata envolveram-se numa guerra tornando-se inimigas mortais para sempre. Tudo começou quando a grande ave voava bem rente ao chão, tentando capturar uma pequena lebre. A criaturinha, já adivinhando o seu terrível destino, corria como podia e gritava por socorro. Ao ver uma barata, também pediu ajuda ao insecto:

- Ajuda-me! Ajuda-me, barata, por favor! Socooorro!

A barata, sensibilizada com a situação da lebre, gritou para a águia:

- Deixa a lebre em paz, águia - berrou, com todas as suas forças. - Não toques nela! A lebre está sob a minha protecção!

 A águia achou a barata muito insolente, mas nem lhe deu ouvidos. Apanhou a lebre com as suas grandes garras e devorou-a. A barata ficou muito irritada. Afinal, a águia tinha ignorado completamente o seu pedido. Resolveu, por isso, arquitectar um plano de vingança.

A barata subiu para o ninho da águia e sempre que a ave punha um ovo, o insecto empurrava-o montanha abaixo.

A encosta começava a ficar cheia de cascas de ovos. A águia perdeu a paciência e foi pedir ajuda a Júpiter, o deus romano supremo.

- Bem, eu posso guardar os teus ovos no meu colo - disse o deus. - Essa barata é atrevida, nas não ousará em meter-se comigo. Os teus ovos estarão seguros comigo.

No entanto, Júpiter não conhecia a determinação da barata, que era conhecida por nunca desistir dos seus objectivos. Assim, dias depois, quando o deus estava a guardar um punhado de ovos, a baratinha aproximou-se sorrateiramente e atirou um punhado de terra para o colo de Júpiter. Ao ver toda aquela sujidade nas suas roupas, ele imediatamente se ergueu para se limpar. Assim que se levantou, os ovos caíram do seu colo e partiram-se no chão.

 

 

in, Fábulas para executivos, Alexandre Rangel

 

 

Alice Alfazema

 

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