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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Um Ser antigo ♥♥♥

02.09.12, Alice Alfazema

 

- Qual é a religião que gostas mais?

- Gosto um bocadinho de todas.

- Eu também, mas identifico-me mais com o Budismo.

- Porquê?

- Sabes, eu sinto-me um Ser velho, antigo...sinto que já sei tantas coisas e que já ultrapassei a inveja, e tu já a ultrapassas-te?

- Não me lembro de sentir inveja ou cobiça.

- Então, também, és um Ser antigo.

- Porque dizes isso, dos Seres antigos...

- Um Ser antigo, é um Ser que já aprendeu de diversas formas, em muitas vidas, às vezes não sentes que já conheces a sensação disto e daquilo, então isso é a experiência. 

- E quando não ultrapassas a experiência? O que acontece?

- Regressas, mas tens de viver de forma simples.

- E como se vive de forma simples? Achas que é possível?

- Porque é que os budistas respeitam todas as criaturas?

- Porque acreditam na reencarnação dos Seres.

- Sim, e porque cada Ser está a viver a sua experiência e a fazer a sua própria evolução. Se não conseguires fazer isso num corpo fazes noutro, imagina...tens de viver para ultrapassar a inveja, não consegues, então vens por exemplo como alforreca, é um Ser simples, e tu aí nesse corpo és capaz de fazer esta experiencia porque tens de viver uma vida tão básica que a tua única função é viver. 

- Para onde pensas que vai a nossa energia quando saímos do nosso corpo?

- Pode ir para qualquer lado.

- Então, deveríamos cuidar melhor do espaço que nos rodeia.

- Sim, porque esse espaço é o futuro, o nosso futuro.

 

(Diálogo com alguém de dezasseis anos  que explica o que é o Ser antigo)

 

 

Alice Alfazema

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