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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Outras vidas

28.06.12, Alice Alfazema

 

 

 

Neste tempo de comer sardinhada, de lhes sentir o cheiro e o sabor vale a pena pensar e saber que, para além disto há um outro lado que interessa descobrir:  

 

"Partimos rumo ao desconhecido. Quando abandonamos terra, tornamo-nos numa outra pessoa em nós próprios. Assumimos uma outra identidade. Aquela salgada, que o meio assim o exige e que nos molda. Os olhos estão postos no horizonte. Mas levamos connosco todos aqueles que ficaram para trás. O significado da palavra família ganha outros contornos. Afinal, nestes singelos 23 metros de madeira passamos mais tempo do que com aqueles a que convencionalmente chamamos família. No entanto, embalados pela melodia da maresia, aqui também há família. Laços fortes que nos unem. Sorrisos que só têm valor quando se valorizam os arrufos. Quando alguém tem a coragem de reprimir, de ser directo, olhos nos olhos, traduz-se em respeito e preocupação. Aqui há família. Aqui há fenómenos de rara beleza humana."

 

 

Ler mais em: A vida na traineira    

 

 

 

 

Alice Alfazema