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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

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A jóia perdida

16.06.12, Alice Alfazema

 

 

Um explorador atravessava certo dia o deserto quando viu, sentado ao pé duma palmeira, um árabe de aspecto melancólico. Acercando-se do homem, que parecia ser negociante de jóias e perfumes, o explorador perguntou:

- Que tendes, amigo, para assim estardes tão preocupado? Posso ser-vos útil em qualquer coisa?

- Ai! - respondeu o mercador. Estou triste, porque acabo de perder uma jóia, o tesouro mis precioso da minha vida!

- Não é caso para tanta tristeza. Que vale uma joia para quem vai carregado delas?

- Bem se vê que não sabeis o valor da que perdi! - lamuriou o árabe.

- Então que era?

- Oh! Era uma jóia que não mais se tornará a fazer. Tinha sido talhada na pedra da Vida e trabalhada na fábrica da Natureza...Era marchetada por vinte e quatro brilhantes enormes e em redor de cada um deles agrupavam-se outros sessenta mais pequenos.

- Por mais preciosa que fosse tal jóia, se tiverdes muito dinheiro podereis voltar a tê-la! - disse o explorador.

Mas o árabe, saindo da sua metditação, terminou assim:

- Era um dia! E um dia perdido não se encontra nunca mais.

 

Conto tradicional

 

 

 

Alice Alfazema

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