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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

E porque hoje é dia internacional do blog

31
Ago25

Logo pela manhã a Maribel relembrou-me que hoje é o dia internacional do blog, é muito interessante aquilo que reflecte neste postal do dia de hoje. 

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Este blog à beira mar plantado, literalmente,  do qual vos escrevo, tem quinze anos de vida, que este ano não assinalei, daqui me permito dar asas à escrita e à imaginação, se bem que não tenho sido muito assídua, mas isso é exactamente a liberdade que um blog nos dá, não vejo que tenha de haver arrependimentos, nem desculpas sobre isso, porque por vezes a vida nos leva a percorrer carreiros de cabras em que é difícil voltar à estrada, e foi exactamente isso que aconteceu, não que seja mau, quando está a acontecer parece, dói no corpo e na alma, mas depois é um despertar totalmente diferente, tal como viajar nos torna outros, ultrapassar obstáculos também nós dá sentimento de medalha ao peito.

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Quando comecei aqui a escrever, não precisava de óculos para o fazer, hoje tenho de colocá-los, os meus filhos eram menores de idade, nunca tinha tido um cão, não tinha uma licenciatura, de entre outras coisas, hoje tenho tudo isso, foi um longo caminho que percorri. Não tenho razões de queixa deste espaço, fui sempre bem recebida e acarinhada, algumas vezes mencionada por outros blogs e até pela Equipa do Sapo.

Gostaria de destacar especialmente que é muito gratificante a partilha das gentes que pertencem aos blogs do Sapo, recebo frequentemente comentários que me trazem mensagens das quais preciso naquele momento e que me levam a reflectir sobre o quanto fazemos falta uns aos outros, tenho contudo, saudades dos que se foram como brisas, fazem-me falta, quer pela sua escrita, quer pelo seu sentido de humor ou critico, no entanto é de relembrar, que “Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós”.

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As frases no fundo negro são uma homenagem a Luís Fernando Veríssimo, que nos deixou esta semana, e é isto, vamos perdendo as referencias, como fruta madura que fica no chão.

Voluntariado

Bio-Reservas

22
Ago25

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Borboletas me convidaram a elas.

O privilégio insetal de ser uma borboleta me atraiu.

Por certo eu iria ter uma visão diferente dos homens e das coisas.

Eu imaginava que o mundo visto de uma borboleta seria, com certeza,

um mundo livre aos poemas.

Daquele ponto de vista:

Vi que as árvores são mais competentes em auroras do que os homens.

Vi que as tardes são mais aproveitadas pelas garças do que pelos homens.

Vi que as águas têm mais qualidade para a paz do que os homens.

Vi que as andorinhas sabem mais das chuvas do que os cientistas.

Poderia narrar muitas coisas ainda que pude ver do ponto de vista de uma borboleta.

Ali até o meu fascínio era azul.

Poema Manoel de Barros 

 

As fotografias e o texto que se segue são do biólogo Manuel Malva (Vice-presidente da Direção, associação Milvoz):

Entre o negro das cinzas e o silêncio que tomou conta da Bio-Reserva Integral do Vale da Aveleira, na Serra da Lousã, sobressai uma borboleta. O fogo preservou-lhe as asas, mas não a vida. É dos poucos vestígios onde ainda há cor numa paisagem reduzida à "tristeza" e à "fragilidade".

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Bio-Reserva Integral do Vale da Aveleira, na Serra da Lousã, antes e depois do incêndio de 15 de agosto de 2025

 

A Milvoz - Associação de Protecção e Conservação da Natureza, criada em Maio de 2019, nasce da vontade de um conjunto de cidadãos em dar voz e representar o património natural da região de Coimbra, zelando pela sua preservação.

Temos como objetivo a valorização, proteção e ampliação de zonas de elevado valor ecológico, não só através da criação de uma rede de Bio-Reservas em zonas de biodiversidade rica e de floresta autóctone portuguesa, bem como preservando a paisagem e o espaço rural. Para isso, a Milvoz propõe-se a adquirir terrenos com objetivos de gestão e conservação, a promover iniciativas de voluntariado, convívio e aprendizagem envolvendo a população, a fazer divulgação e educação ambiental com caráter didático e científico e executar projetos de estudo da biodiversidade com benefícios para a conservação da natureza.

 


 

Faixas VivasFaixas Vivas são faixas de Fauna e Flora autóctones, ricas em biodiversidade e compostas por espécies nativas, que promovem ensombramento e retenção de humidade e que protegem os ecossistemas e as paisagens, atuando como um importante aliado na prevenção de incêndios.

 

O grupo Faixas Vivas é formado por organizações não-governamentais, empresas privadas e cidadãos unidos por um futuro mais sustentável. Promovemos uma reforma no Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, com medidas que previnam incêndios ao mesmo tempo que protegem a biodiversidade, os ecossistemas e as paisagens.

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