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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Reencarnação

28
Jan22

 

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Ilustração Lizzie Riches

Por vezes dou por mim a imaginar-me numa vida passada, assim vestida e penteada como a mulher da figura, talvez seja daí que venham os medos ou quem sabe a normalidade de sentir que aquilo já foi vivido, será que somos como as sementes que nascem e morrem vezes infinitas? Os nossos gostos, ou a capacidade de imaginar, de onde vem? Será que somos meros fantoches que se desenvolvem consoante a vontade de alguém que está a jogar? A nossa vida aqui e agora, ou a nossa vida agora e depois? Eu se tivesse oportunidade de viver muitas vidas, nunca viveria uma igual à outra, mas também queria viver num corpo de um lobo, ou de um condor, de uma baleia de bossas, ou ser um tubarão branco, um cogumelo, uma árvore secular, um dente de leão, ou uma abelha, imaginar ter essa diversidade em mim faz-me querer que seja verdade essa possibilidade de existir uma e outra vez. 

 

Ser mais ser – essa ideia dos livros de Platão
renasce em cada amanhecer
cada vez que tento conhecer meu próprio eu

ser mais ser – impulsiona-me
através da ponte da ilusão

ser mais Ser - como o condor
que seus medos mais profundos arrasa
e estende as suas poderosas asas
e avança sentindo a pesada âncora do silêncio
que perpassa suas retinas e seu coração

o condor estende suas enormes asas
e com seu olhar íntegro e agudo
sobrevoa os muros
e invade o infinito.

Poema de Isabel Furini

27 de janeiro 2022

#protectthefacts

27
Jan22

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"É muito, muito importante [lembrar a data] porque as pessoas precisam de saber como foi e o que pode acontecer outra vez. É importante ser-se humano. Não me importa se é sangue cristão, sangue judeu ou sangue muçulmano. Somos todos humanos e todos temos o mesmo sangue vermelho. Somos todos iguais. Então, é importante ser humano e reconhecer as pessoas"

27 de janeiro de 2022, Margot Friedlander, sobrevivente do Holocausto

 

#protectthefacts 

#weremember

Dia Mundial da Educação (Saúde) Ambiental

26
Jan22

pelicanos.jpg

Fotografia Guy Edwardes

Assinala-se hoje o dia mundial da educação ambiental, nesta fase sabe-se que a educação ambiental é um parente desaparecido do nosso quotidiano, não é preciso ser-se muito atento para percebermos isso, sendo que a maioria dos projectos se resume à reciclagem, depois também temos os programas de energias verdes, tais como as centrais de biomassa,  e mais recente é a moda das centrais fotovoltaicas, assim à primeira vista parecem ser a solução à descarbonização, no entanto em Portugal temos assistido a podas e abates de árvores feitas ao desbarato, e sem o menor sentido daquilo que é educação ambiental, sendo que posteriormente servem de matéria prima para alimentar as centrais de biomassa, por outro lado cortam-se sobreiros, árvores supostamente protegidas por lei, e cultivam-se enormes extensões de terreno com painéis solares, a nossa paisagem está-se a transformar e não é para melhor. Somos, ainda, uns analfabetos ambientais.

Ter educação presume ser educado perante o outro, assim educação ambiental presumiria ser atento ao ambiente, no respeito pelo meio ambiente e pela vida que aí habita, o respeito pela água, ar, terra, flora, pessoas e animais, mas também o respeito pelas gerações futuras.