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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Dia do Elefante

12
Ago21

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Fotografia Daisy Gilardini

 

Um grupo de homens cegos ouviu que um animal estranho, chamado de elefante, havia sido trazido para a cidade, mas nenhum deles conhecia sua forma. Então eles disseram: “Podemos conhecê-lo pelo toque, pois disso somos muito capazes.”

Quando eles encontraram o elefante, começaram a tatear e discutir entre si. Cada homem tocou numa parte e, confiante de sua habilidade, discordava dos demais. Eles não percebiam que estavam tateando um animal enorme. 

O primeiro homem, cuja mão pousou na tromba, disse:

— Este animal é como uma cobra grossa!

Outro cuja mão alcançou sua orelha, discordou:

— Este animal é como um leque!

O outro homem, cuja mão estava sobre a perna, riu dos demais e disse:

— O elefante é como um tronco de árvore!

O cego que colocou a mão na barriga do animal falou:

— O elefante é um muro!

Outro que sentiu o rabo do animal disse:

— O elefante é como uma corda!

O último, já irritado, sentia a presa do elefante e afirmava em tom de sabedoria:

— O elefante é como uma lança!

E assim os homens se comportam diante da verdade: tocam apenas uma parte e acreditam conhecer o todo. E por isso continuam tolos.

 

Conto budista.

Quem ama cuida

11
Ago21

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É hora de almoço, num dia vulgar de Agosto, a brisa corre lenta entre a folhagem das árvores, a voz doce de uma mulher chama num jeito morno dizendo: venham está na hora de comer. E uma algazarra de asas ergue-se à sua volta. Ali tudo está calmo, nenhum som a mais nem a menos. Como se as palavras fossem ditas em silêncio. Sente-se no ar a harmonia. 

 

 

 

Árvores monumentais - Araucária

Setúbal

09
Ago21

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É uma pena que em meio urbano não tenhamos mais destes monumentos vivos. Assim como se preservam monumentos feitos pelo "homem" também se deveriam preservar as árvores antigas. Tal e qual como quando visitamos um qualquer monumento e imaginamos o que por ali se passou, e por vezes até sentimos a energia que dali emana, também é assim com as árvores, quem nunca se sentiu atraído por um tronco e não resistiu a tocar-lhe, e ao fazê-lo é possível entrarmos na memória do tempo.

Olhando assim, vemos o quanto somos pequenos, na foto podemos ver o quanto ela é alta, e em como os seus ramos se erguem altivos ao céu, consigo imaginar a vista lá de cima, e em como deve ser um privilégio ter um ninho ali. Sabemos que o abate das árvores de grande porte em meio urbano tem levado ao declínio da diversidade de aves de rapina, e ao aumento da população de pombos, o que em alguma cidades já são uma verdadeira praga, Setúbal é uma dessa cidades. 

Não é justo, que se abatam estes majestosos seres não dando oportunidade à biodiversidade. Na foto vemos um homem idoso, os seus anos mais vigorosos já os viveu, mas e esta jovem alta e elegante, quantos anos terá ainda por viver?

 

Jogos Olímpicos Tóquio 2020

mas que na realidade foram em 2021

06
Ago21

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Ana Marcela Cunha, medalha de ouro na maratona aquática, a fotografia é de Jonne Roriz

 

Considero esta fotografia mística, onde o mistério das águas escuras fica desvanecido pelas braçadas audazes de Ana Marcela. Na prova de que outros jogos se jogam abaixo da linha de água. Pudéssemos nós ver para além do que está visto, e veríamos que além e aquém debaixo de nós e acima de nós há vida e desejo de viver. E que tudo poderia ser tão diferente se tivéssemos sempre presente essa perspectiva.