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Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

Alice Alfazema

Recortes do quotidiano: do meu, do teu, do seu, e dos outros.

“Navegar é preciso, viver não é preciso.”

28.08.20, Alice Alfazema

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Ilustração Lucia Calfapietra

 

"Quero para mim o espírito dessa frase", porque navegar implica sonhar, planear, arriscar, empreender, em suma quando navegamos estamo-nos a expor à vida. Viver não é preciso, é uma constante imprecisão, para navegar temos de ter um rumo.

 

Farol

14.08.20, Alice Alfazema

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Debruado numa nesga de terra

ergues-te altaneiro e vigilante

sobre o mar calmo ou revoltoso

irradiando a salvífica luz oscilante.

 

 

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Desde tempos imemoriais

resgatas do destino incerto

a precária condição dos mortais

que ousam cruzar o mar aberto.

 

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O que seria de quem

incessantemente

procura conhecer o mundo

sem o clarão precioso

da esperança

de chegar a bom porto,

finalmente.

 

 

Poema Daniel Bastos, in Terra, Farol de Luz

 

 

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